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Professor de Oxford diz que vacina para Covid-19 não será cara

Estudos de uma possível vacina contra Covid-19 - Foto: Carl Recine/Reuters
Adrian Hill comanda um estudo avançado de desenvolvimento do fármaco

Adrian Hill, diretor do Jenner Institute, da Universidade de Oxford, afirmou que o acesso à vacina para Covid-19 será o mais amplo possível. Além disso, se os estudos forem bem-sucedidos, a droga será produzida em larga escala para manter os custos baixos e o abastecimento. O professor trabalha ao lado da farmacêutica AstraZeneca, e desenvolve estudos avançados para desenvolvimento da vacina.

Farmacêuticas participam de uma corrida global para desenvolver a vacina para Covid-19 – Foto: Carl Recine/REUTERS

“Não será uma vacina cara. Será uma vacina de dose única. E será fabricada para atender um suprimento global e em muitos locais diferentes ao mesmo tempo. Este sempre foi nosso plano”, contou Hill à Reuters. Conhecida como ChAdOx1 nCoV-19, a droga experimental é uma das pioneiras na corrida global pela vacina contra o coronavírus. Aliás, segundo a Reuters, dados preliminares de um estudo macacos mostraram que alguns daqueles que receberam uma única injeção desenvolveram anticorpos contra o vírus em 14 dias. Além disso, em 28 dias, todos desenvolveram proteção. Quando os animais foram expostos ao coronavírus, a vacina impediu danos aos pulmões e evitou que o vírus se reproduzisse. Ainda assim, ele ainda se replicava ativamente no nariz.

Estudos de uma possível vacina avançam em vários países – Foto: Getty/BBC News Brasil
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Hill classificou os dados do estudo como “encorajadores”. O professor ainda reforçou a confiança de que os testes em andamento em humanos, iniciados em abril, também mostrarão resultados positivos. Ele, aliás, acredita que em julho ou agosto já será possível saber se a droga funciona e qual o seu nível de eficiência.

Adrian Hill ao lado de sua equipe de estudiosos – Foto: Divulgação

De acordo com o professor, mais de 1.000 pessoas fazem parte dos testes. Metade recebeu a droga experimental. Já a outra metade serve como grupo de controle. É consenso entre especialistas em saúde e em doenças que o fim da pandemia passa pela descoberta de uma vacina contra o coronavírus. O desafio, no entanto, é encontrar uma que funcione e fabricá-la em doses suficientes.

Para isso, sete fábricas em todo o mundo trabalham no desenvolvimento da vacina. Entre elas, está o Instituto Serum, da Índia. As outras estão espalhados pela Europa e pela China. Adrian Hill assegura que até um milhão de doses estarão disponíveis em setembro.