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Projeto #CUIDAR: Atividade física para tratar transtornos mentais

Isabela Santos, personal trainer, atesta a importância dos exercícios físicos no tratamento de transtornos como depressão. (Foto: Cortesia)
Em mais uma matéria da série #CUIDAR, a jornalista Karina Maux aborda a importância dos exercícios físicos no combate a transtornos como ansiedade e depressão

Seguindo com os depoimentos do projeto #CUIDAR, a jornalista Karina Maux aborda nas próximas linhas os efeitos benéficos da atividade física para o tratamento de transtornos mentais. Além de profissionais de saúde, a matéria traz o relato de quem pode atestar os benefícios da prática. Confira:

Se em décadas passadas éramos considerados um dos países mais alegres do mundo, atualmente estamos no topo do ranking no número de casos de depressão na América Latina, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). No Brasil, 5,8% da população sofre da doença, taxa acima da média mundial, que é de 4,4%. Em números cardinais são quase 12 milhões de brasileiros em estado de depressão.

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Sabendo que antes da pandemia de Covid19, os transtornos mentais já eram uma preocupação, hoje os efeitos colaterais do isolamento social estão sendo imperativos. Em uma pesquisa feita no Reino Unido, 43% dos psiquiatras relataram aumento no número de atendimentos de emergência relacionados a doenças mentais. Segundo matéria da BBC News, esses profissionais temem “uma explosão de problemas de saúde mental pós período de distanciamento social”.

Apesar desse cenário, nada está perdido. Há razões de sobra para acreditar que o exercício físico surge como um grande e forte aliado no tratamento desses transtornos. “Movimento” é o nome do remédio capaz de curar a alma, a mente.

Isabela Santos, profissional de Educação Física. (Foto: Cortesia)

“A condição física se encontra positivamente ligada à saúde mental e ao bem-estar; as depressões dos tipos moderado/grave ou grave/severa exigem tratamento profissional que incluem a prescrição de medicamentos e a psicoterapia, nesses casos a atividade física serve de complemento”, explica a profissional de Educação Física, Isabela Santos, mestranda em Biodinâmica do Movimento Humano (UFPE), e completa: “no plano clínico, é opinião atual que a atividade física produz repercussões positivas em quaisquer idades e gêneros”.

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“As pesquisas demonstram que a prática de exercícios regulares, além dos benefícios fisiológicos, acarreta benefícios psicológicos, tais como: melhor sensação de bem-estar, humor e autoestima, assim como, redução da ansiedade, tensão e depressão”, acrescenta.

Isabela Santos, profissional de Educação Física. (Foto: Cortesia)

A depressão é caracterizada por tristeza, baixa da autoestima, pessimismo, pensamentos negativos recorrentes, desesperança e desespero. “A depressão está associada a uma alta incapacidade e perda social. Com isso, muitos estudos apontam à possibilidade de as pessoas fisicamente ativas, em qualquer idade, apresentarem uma melhor saúde mental do que os sedentários”, afirma.

“Entre as hipóteses que explicam a ação dos exercícios físicos sobre a ansiedade e a depressão, uma das mais aceitas é o efeito positivo da liberação de endorfinas. A teoria da endorfina sugere que a atividade física desencadearia uma secreção de endorfinas capaz de provocar um estado de euforia natural, por isso, aliviando os sintomas da depressão”, detalha a personal trainer Isabela Santos.

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Outra hipótese, segundo Isabela, seria a cognitiva. “A hipótese cognitiva se fundamenta na melhoria da autoestima mediante a prática do exercício físico, sustentando que eles melhoram a imagem de si mesmo e, consequentemente, a autoestima”, explica.

Kalina Santana, psicóloga clínica. (Foto: Cortesia)

Para a psicóloga clínica Kalina Santana, a prática de alguma atividade física  é  forte aliada no tratamento para depressão e Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG). “Além dos efeitos positivos à saúde física, ativa neurotransmissores como a serotonina que promovem bem-estar e alegria”, assegura. Musculação, corrida, yoga, pilates, caminhada, futebol, natação, dança. Qualquer movimento que faça os seus músculos funcionarem é benéfico para a saúde física e mental. A prática regular estimula a aumentar os níveis de energia, evita o aparecimento de doenças crônicas, ajuda na qualidade do sono e até faz o praticante viver mais.

Para o tratamento de transtornos mentais, segundo Kalina, a atividade física “auxilia nas técnicas de ativação dos comportamentos muito utilizada para pacientes depressivos”, explica. “A ansiedade promove no sistema nervoso simpático ações que levam o sujeito a níveis de estresse que causam sofrimento psíquico, e é de suma importância o relaxamento progressivo muscular que o exercício físico propõe”, explica.

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Como parte do tratamento, a psicóloga Kalina Santana utiliza na sua clínica o exercício físico para desenvolver o “fortalecimento da auto eficácia dos pacientes”. “Os transtornos de um modo geral levam as pessoas a desenvolverem um enfraquecimento em suas capacidades e potenciais. Elas são motivadas por pensamentos distorcidos e desencorajadores”, alerta

O avanço gradativo nas atividades, de acordo com ela, faz com que a pessoa perceba que esse estilo de vida também pode ser levado para a sua rotina. “Todo avanço é trabalhado no setting terapêutico, temos alcançado bons resultados. O apoio do personal trainer é muito importante como um motivador externo”.

Mas, aliar o exercício físico reduz o tempo de tratamento? Segundo Kalina, o tempo de tratamento depende muito do quadro em que o paciente encontra-se.  “Como os transtornos psicológicos são multifatoriais, utilizamos recursos comportamentais para uma mudança no quadro. Com isso, a tendência – com o auxílio da prática de alguma atividade física – é que se estabilize mais rápido,  mas sempre associado ao tratamento farmacológico”.

Maria Eduarda Abath, de 39 anos, tem se benefiado dos exercícios físicos durante a quarentena. (Foto: Cortesia)

Maria Eduarda Abath, 39 anos, casada há 19 anos e mãe de dois meninos, por exemplo, encontrou no exercício físico o seu oásis. “O que me fez procurar a prática de alguma atividade física foi a minha terapeuta como forma de auxiliar no tratamento das minhas crises de ansiedade”, afirma e acrescenta: “Eu fazia uso de medicação e terapia semanal, mas o exercício físico foi fundamental para uma grande melhora mesmo”.

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“Antes do exercício físico, eu era outra pessoa. Irritada, amarga, sentia muita dor de cabeça. A mudança foi algo visível a todos que convivem comigo. Hoje, eu sou outra pessoa e o exercício faz parte da minha rotina.

Com a prática regular de treinos, Maria Eduarda pôde deixar de tomar os medicamentos. (Foto: Cortesia)

Maria Eduarda passou sete anos em tratamento. “Um ano e meio depois do início dos treinos, eu consegui parar de tomar as medicações”, comemora. “O treino fez parte do tratamento. Parte, inclusive, fundamental. Na época em que ainda tomava medicação, o treino auxiliava muito na redução dos efeitos colaterais”.

Hoje, Maria Eduarda “treina para se manter saudável, não mais como parte do tratamento. “Nunca mais tive crises”, diz e finaliza: “só em me arrumar para treinar, eu já me sinto muito bem. É um momento meu. De me cuidar”.

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