Carlos Decotelli - Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Política

Carlos Decotelli chega ao Planalto para oficializar demissão

Antes mesmo de assumir o MEC, Decotelli deve deixar a pasta após falhas em seu currículo

Carlos Decotelli nem chegou a assumir o MEC e já deixou o comando da pasta. O escolhido de Bolsonaro para assumir o Ministério da Educação chegou ao Palácio do Planalto, nesta terça-feira (30), para oficializar sua demissão. Tudo, aliás, começou com as diversas críticas às falhas no currículo de Decotelli. Desde que seu nome foi apresentado para o comando do MEC, três instituições já desmentiram informações presentes no Lattes do indicado.

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Decotelli tinha encontro marcado com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, às 14h30, mas cancelou sua ida ao Congresso minutos antes. Em seguida, se dirigiu ao Planalto, pouco antes do secretário-executivo do MEC, Antonio Vogel, também chegar à sede do Executivo. Segundo o Estadão, fontes próximas ao governo afirmaram que a gota d’água para Jair Bolsonaro foi a nota da Fundação Getulio Vargas (FGV), divulgada na noite de segunda-feira (29), informando que Decotelli não foi pesquisador ou professor da instituição. O presidente Jair Bolsonaro ficou irritado ao saber de mais uma incoerência no currículo do indicado, que já teve doutorado e pós-doutorado questionados por universidades estrangeiras. Além disso, Decotelli é acusado de plágio no mestrado.

Carlos Decotelli – Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Aliás, alguns nomes já estão sendo apresentados ao presidente. Entre eles está o de Antonio Freitas, defendido pela ala militar e pelo dono da Unisa, Antonio Veronezi, que tem exercido grande influência no governo. Ele é professor titular de Engenharia de Produção da Universidade Federal Fluminense (UFF) e membro do Conselho Nacional de Educação (CNE). Na profusão de nomes sendo indicados surgiu também o de Gilberto Gonçalves Garcia, que tem formação em filosofia e foi reitor de várias universidades privadas. Além disso, outro candidato apresentado foi Marcus Vinícius Rodrigues, que foi presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep/MEC) na gestão de Ricardo Velez. Ele é engenheiro e ligado ao mesmo grupo militar de Decotelli. Rodrigues deixou o Inep depois de desentendimento com o grupo ligado a Olavo de Carvalho.