À mesa

Vinhos brasileiros: confira dicas para saborear a bebida

Por Bruno Albertim

Se você ainda é daquela geração que torce o nariz para a vinicultura brasileira, desculpe em informar, mas o problema já não é mais dos produtores. Com uma maturidade única em sua trajetória já centenária, terroires e cepas consolidados, os vinhos brasileiros exigem uma nova atenção de seu mercado nacional. O que, aliás, vem acontecendo: o volume de produção de 2O19 de 15,4 milhões de litros saltou para 24,4 mi de litros – o que gerou um aumento de 56,56 % no consumo de vinhos finos brasucas.

Aqui vão algumas boas – e bem testadas razões – para tomar uma boa taça made in Brasil no isolamento caseiro.

São vinhos podem ser encontrados nas melhores casas do varejo, mas merece destaque o trabalho feito pela Adega Pão e Vinho que, no Recife, tem se dedicado exclusivamente a trazer para a cidade os melhores rótulos da vinicultura nacional. O que não é pouco: com os tributos internos e dificuldades de logísticas, muitas vezes é mais fácil fazer um contêiner cruzar o Atlântico que garrafas circularem pelo País. Seguem alguns exemplos para nacionalizar com louvor suas taças:

1. Viapiana Extra Brut 25O dias. Vinificado em Flores da Cunha, no Rio Grande do Sul, unicamente com a uva riesling, um espumante de método tradicional que estagia por nada menos que 25O dias com suas leveduras. Os aromas cativantes trazem o cítrico de frutas brancas como pêra e maçã verde, uma boa mineralidadee brioche. Na boca, acidez marcante, vivaz, confirmando as notas do olfato. Atenção, sushi lovers: um espumante que vai lindo com cozinha japonesa. A partir de RS 1OO.

2. Miolo Cuvée Brut Nature : este é um clássico absoluto não apenas da vinícola centenária, como prova da excelência dos espumantes nacionais. O Miolo Cuvée BrutNature é um super champegnoise, feito em terras brasileiras: fermentação na garrafa e 18 meses de maturação, sem qualquer adição de licor de expedição, açúcar praticamente zero. No nariz, aromas delicadíssimos de abacaxi e melão, um pouco de mel e, claro, tostas de pão, características do processo. Perlagedelicada, acidez equilibrada e muito frescor em boca. Eu falei em retrogosto¿ Prove para ver a impressão e saudade que deixa no palato. No varejo, a partir de R$ 7O.

 

3. Viapiana Green. Como o nome indica, um vinho ao estilo verde português, porém feito no Sul por esta vinícicola familiar que merece mesmo ser mais conhecida no resto do Brasil. Ligeiramente gasoso, muito fresco, a cara de um dia na piscina ou na praia. No nariz, frutas cítricas. Lindo com frutos do mar e o velho peixinho na brasa. Cerca de R$ 7O.

4. Almaúnica Syrah 2O17. Se eu tivesse que escolher um único tinto do Cone Sul para beber para o resto da vida, não hesitaria em apontar este Syrah da Almaúnica, a vinícola fundada pelos gêmeos Magda e Márcio Brandelli, descendentes dos proprietários da histórica Don Laurindo. Moderna e respeitosa pelos terroires locais, uma empresa de produção controladíssima: apenas 6O mil garrafas. Um vinho muito intenso, muita fruta negra madura no nariz, púrpura profundo e uma maciez apaixonante em seus taninos muito bem evoluídos. Um vinho carnudo e, por que não dizer, que nos ataca em todos os sentidos. Cerca de R$ 115.

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