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Guia prático dos desfiles das escolas de samba do Rio

Foto: G1
Tem enredo sobre Paulo Gustavo e Martinho da Vila, Carnaval pós-gripe espanhola, Paolla Oliveira de pomba-gira e gritos antirracista. Fique por dentro das noites de desfile do Grupo Especial.

Apesar de ser conceitualmente estranho um Carnaval em abril, e logo após a Semana Santa, não se pode negar a presença soberana da alegria no Rio de Janeiro com a volta dos desfiles das Escolas de Samba. A Série Ouro já passou pela avenida, deixando Império Serrano, União da Ilha e Unidos de Padre Miguel entre as favoritas para o retorno ao Grupo Especial – só sobe uma.

Imagem: G1

Nas noites desta sexta (23) e sábado (24), os refletores da Marquês de Sapucaí voltam a iluminar o que o samba de 1982 da União da Ilha proclamou como “o maior show da terra”, celebrando o reencontro da avenida com as agremiações da elite do Carnaval carioca.

As escolas desfilaram pela última vez em fevereiro de 2020, antes da pandemia chegar ao Brasil. De lá pra cá, muita coisa mudou, e entre elas, o fortalecimento da cultura de ver TV ao vivo junto, comentando e trocando impressões em tempo real sobre algo em comum. Cenário adequadíssimo para os desfiles ganharem capilaridade em público e, claro, entrarem nos trends dos assuntos mais comentados. E para deixar você por dentro do que rolará na avenida nessas duas noties, o site Roberta Jungmann em colaboração com Eduardo Sena preparou um pequeno guia com os highligths da Sapucaí! Vamos a eles?

Imagem: Agência Brasil

Horários, escolas e transmissão
Na sexta-feira (22), passam pela Marquês de Sapucaí, Imperatriz Leopoldinense (22h), Mangueira (entre 23h e 23h10), Salgueiro (entre 0 e 0h20), São Clement (entre 1h e 1h30) , Viradouro (entre 2h e 2h40) e Beija-Flor (entre 3h e 3h50). Já no sábado (23) é a vez do Paraíso do Tuiuti (22h), Portela (entre 23h e 23h10), Mocidade (entre 0 e 0h20), Unidos da Tijuca (entre 1h e 1h30), Grande Rio (entre 2h e 2h40) e Vila Isabel (entre 3h e 3h50). A TV Globo transmitirá para todo o Brasil (exceto São Paulo) a partir das 22h45, mas abre os trabalhos mais cedo, a partir da primeira escola, no G1 e Globoplay.

Imagem: G1

As estrelas que devem brilhar

Paolla Oliveira: rainha de Bateria da Grande Rio há alguns anos, a atriz deve entrar na avenida à la Maria Padilha, com fantasia emulando uma pomba-gira. A escola de Caxias tem o orixá Exu como enredo central, ampliando para a presença desses personagens encantados de rua. A propósito, a escola de Caxias sempre traz uma enxurrada de globais. É nela que saem Susana Vieira, Maju Coutinho, Gil do Vigor…

Viviane Araújo: ecóloga do Carnaval carioca, Vivi está debutando seus 15 anos à frente da bateria do Salgueiro e aparecerá na avenida gravidíssima, trazendo na barriga o seu primogênito Joaquim. Rainha que é, nem precisa sambar o que sabe pra atrair todos os olhares.

Imagem: AgNews

Mayara Lima: princesa da bateria da Paraíso da Tuiuti, Mayara viralizou com um vídeo orquestrando cada movimento do seu corpo ao som de diversos instrumentos da bateria da. Ganhou milhares de seguidores, já foi no programa de Luciano Huck e Fátima Bernardes e é uma das passagens mais aguardadas.

Iza: Não é que seja rainha de bateria da Imperatriz Leopoldinense, mas a “ImperatriIZA”! A cantora desfilará pela 2ª vez à frente da escola de Leopoldina e promete figurino ousado com muita pele à mostra.

Lexa: A funkeira que estreou à frente da bateria da Unidos da Tijuca em 2020 seguirá mais um ano no posto!

Sabrina Sato: À frente da potente bateria da Vila Isabel há muitos anos, a apresentadora virá com fantasia em alusão à música “Pequeno Burguês”, de Martinho da Vila, enredo da escola de Noel Rosa.

Imagem: Reprodução/Instagram

Tatá Werneck e Marcelo Adnet: os humoristas puxam o bonde de artistas e amigos do ator Paulo Gustavo, homenageado da São Clemente. Dona Deia também é presença aguardadíssima na preto-e-amarela de Botafogo.

Enredos
Homenagens dão um tom geral aos enredos escolhidos pelas agremiações, seja para personalidades como Paulo Gustavo (São Clemente), Martinho da Vila (Vila Isabel), Cartola, Jamelão e Delegado (Mangueira), como para Orixás e entidades, como Oxossi (Mocidade) e Exu, exus e pomba-giras (Grande Rio). Questões raciais com acento político e de saudação às origens africanas aparecem na Beija-Flor, Salgueiro, Paraíso do Tuiuti e Portela com belos sambas exaltando a negritude e clamando contra o racismo. No quesito criatividade, a Viradouro (atual campeã do Carnaval carioca) sai na frente lembrando o Carnaval de 1919, o primeiro pós-gripe espanhola, criando uma correspondência com o primeiro pós-Covid. O samba é uma carta musicada assinada por um Pierrot para o seu grande amor, o Carnaval, falando sobre esse reencontro. Confira o enredo que cada escola levará para a avenida e um trecho do samba:

Comissões de frente
Talvez soe repetitivo a presença de muitos bailarinos fazendo a mesma coreografia simultaneamente. Sobretudo nas escolas cujo enredo versa sobre o masculino: Mocidade, Vila Isabel, Unidos da Tijuca, Mangueira. O diferencial estará na estrutura de apoio, como tripés e mini-carros, que sempre fazem surpresa. A Grande Rio fará uma homenagem ao hit “Envolver” de Anitta na coreografia de chão dos seus exus e pomba-giras.

Favoritas
Tudo pode acontecer na avenida, o termômetro por ora é o que tem sido visto nos barracões, promessas e o efeito que os sambas têm provocado. Nesse sentido, apostamos que o Desfile das Campeãs trará Grande Rio, Mocidade, Viradouro, Vila Isabel, Beija-Flor e Salgueiro. Não necessariamente nessa ordem, ou nela.

 

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