A temporada de compras com promoções se aproxima e, com ela, as dúvidas sobre o uso do termo “Black Friday” também. Afinal, esse termo é racista?
Em tempos em que tudo se questiona como politicamente incorreto, o termo “Black Friday”, usado há anos nos EUA para a maior liquidação antes do Dia de Ação de Graças e, recentemente adotado no Brasil, passa a ser alvo de controvérsia.
Várias empresas, como um grande grupo de beleza, achou por bem trocar o “Black Friday” pelo “Best Friday”. Já outra optou por “Beauty Friday”. Enfim, as discussões ganharam as redes sociais e, claro, estão dividindo opiniões.
Para a historiadora Suzane Jardim, que pesquisa temas étnico-raciais, o antirracismo associado apenas à exclusão de palavras e frases reduz a causa a uma fórmula de conduta e de autocontrole e não contempla questões profundas, como o racismo estrutural da sociedade.
“Não adianta não usar Black Friday e não ter lideranças negras ou produtos para o público negro”, diz a pesquisadora.
De onde surgiu o termo Black Friday?
O termo “Black Friday” não tem sua origem bem definida, são inúmeras especulações. Uma história bastante difundida nos EUA afirma que a expressão era um apelido usado pela polícia da Filadélfia no início da década de 1990 para o dia seguinte ao feriado de Ação de Graças, que abria temporada de compras de Natal e levava muitas pessoas às ruas, causando a grandes aglomerações e congestionamentos nas ruas da cidade.
Com informações do Estadão e UOL.
Adicionar comentário