O ator Cauã Reymond, de 45 anos, foi um dos convidados do programa “Altas Horas” exibido neste sábado (24) e emocionou o público ao compartilhar relatos profundos sobre sua trajetória pessoal. No ar atualmente como César, no remake da novela Vale Tudo, Cauã abriu o coração ao falar sobre os desafios vividos na infância, marcados por preconceito, dificuldades familiares e superação.
“Eu sofri muito bullying, minha mãe era HIV positivo, minha avó adotou minha mãe, que era mãe solteira e deficiente física, e a minha tia, que também foi adotada, era esquizofrênica. Eu sofria muito bullying na rua porque meu pai morava em Santa Catarina, então não tinha ali uma figura masculina”, relatou o ator, que estava acompanhado na plateia pela filha Sofia, de 13 anos.
Em um depoimento sincero, Cauã refletiu sobre como sua infância, apesar das adversidades, foi um período que contribuiu para sua formação como artista e ser humano:
Sei que é difícil quando as pessoas olham para mim hoje, mas eu tive uma infância muito, muito difícil, e também muito rica, que me ajuda a contar histórias”.
O impacto do bullying e o papel transformador do esporte
Durante a conversa, Cauã revelou como o bullying afetou sua autoestima e como, por muito tempo, ele não encontrou espaço para compartilhar seus sentimentos:
“Às vezes eu chegava em casa e não tinha ninguém pra falar, eu tinha vergonha. Minha mãe estava correndo atrás da vida, foi mãe muito nova, então eu não falava para ninguém”.
O ator contou que encontrou no jiu-jitsu um caminho para a superação, a autodefesa e a construção da confiança, marcando um ponto de virada em sua adolescência:
“Aí eu entrei no jiu-jitsu, dos 14 para os 15 anos, e comecei a encontrar uma forma de defesa, de autoestima, de confiança”.
Cauã também recordou com carinho a trajetória de sua mãe, Denise Reymond, que faleceu em 2019, aos 55 anos, após enfrentar uma batalha contra o câncer de ovário.

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