O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi internado na manhã desta quarta-feira (24) no hospital DF Star, em Brasília, após autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para deixar a sede da Polícia Federal, onde está detido. Ele passará por uma cirurgia para correção de uma hérnia nesta quinta-feira (25), dia de Natal.
Bolsonaro deixou a Superintendência da Polícia Federal por volta das 9h30, utilizando a garagem da unidade, conforme determinação judicial. O trajeto até o hospital, localizado a poucos minutos do local, foi realizado de forma discreta, seguindo as medidas de segurança estabelecidas pelo STF. Esta é a primeira vez que o ex-presidente deixa a unidade prisional desde que foi preso, há 32 dias.
Aos 70 anos, Bolsonaro foi admitido no hospital para dar início aos procedimentos pré-operatórios. A cirurgia eletiva, que tratará uma hérnia inguinal bilateral, será a oitava intervenção cirúrgica à qual o ex-presidente será submetido. Ele ficará internado em uma área isolada do hospital, separada dos demais pacientes.
Ainda nesta tarde, Bolsonaro passará por exames para avaliação do risco cirúrgico, incluindo análises de sangue e monitoramento cardíaco. Ele está acompanhado pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Os filhos Flávio e Carlos Bolsonaro solicitaram autorização para acompanhá-lo durante o procedimento, mas o pedido foi negado pelo ministro Alexandre de Moraes. Caso desejem visitá-lo, deverão solicitar autorização prévia à Justiça.
Na decisão que permitiu a transferência para o hospital, Moraes determinou que todo o deslocamento fosse realizado com discrição, incluindo o desembarque pelas garagens da unidade hospitalar.
Bolsonaro está detido na Polícia Federal desde o dia 22 de novembro, após violar as condições impostas pelo uso de tornozeleira eletrônica. O ex-presidente confessou ter tentado abrir o dispositivo com um ferro de solda. Três dias depois, o ministro Alexandre de Moraes determinou que ele começasse a cumprir pena superior a 27 anos de reclusão em regime fechado no mesmo local.
Na decisão, o ministro afirmou que Bolsonaro não tem direito à prisão domiciliar. “O custodiado Jair Messias Bolsonaro não tem direito à prisão domiciliar, pois foi condenado à pena privativa de liberdade em regime fechado, pela prática de crimes gravíssimos contra o Estado Democrático de Direito, praticados com violência e grave ameaça, bem como por liderar complexa organização criminosa composta por agentes públicos e infiltrada nos altos escalões dos órgãos governamentais”, declarou Moraes.





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