O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que uma nova operação militar norte-americana, desta vez contra a Colômbia, “soa bem” para ele. A declaração foi feita após a ofensiva dos EUA contra a Venezuela, que resultou na captura do então presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, em uma operação realizada em Caracas na madrugada do último sábado (3).
Falando com jornalistas a bordo do Air Force One, na noite de domingo (4), Trump fez duras críticas ao governo colombiano e ao presidente Gustavo Petro, primeiro líder de esquerda a governar o país. O republicano classificou a Colômbia como um país “muito doente” e afirmou que é comandada por “um homem doente”, em referência direta a Petro, que já havia sido alvo de sanções impostas pelo governo Trump em outubro de 2025.
“A Colômbia também está muito doente, governada por um homem doente, que gosta de produzir cocaína e vendê-la aos Estados Unidos — e não vai continuar fazendo isso por muito tempo”, declarou o presidente norte-americano. Questionado se os EUA poderiam levar adiante uma ação militar contra o país sul-americano, Trump respondeu de forma direta: “Soa bem para mim”.
Além da Colômbia, Trump também direcionou críticas ao México. Segundo ele, o país precisa adotar medidas mais firmes. “Temos que fazer alguma coisa em relação ao México. O país precisa se organizar”, afirmou, sem detalhar possíveis ações.
As declarações provocaram reação imediata em Bogotá. Nesta segunda-feira (5), o presidente Gustavo Petro repudiou as falas de Trump, classificando-as como uma “ameaça ilegítima”. O líder colombiano também acusou o governo dos Estados Unidos de usar o discurso contra a Colômbia com objetivos políticos.
Trump ainda comentou sobre a situação de Cuba. De acordo com o presidente, uma intervenção militar americana no país provavelmente não será necessária, pois, segundo ele, o regime cubano estaria próximo do colapso. “Cuba está prestes a ser nocauteada”, afirmou.

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