Maria Prata, de 46 anos, usou as redes sociais nesta sexta (23) para relatar um momento de tensão vivido ao lado da filha caçula, Dora, de cinco anos, fruto de seu relacionamento com o apresentador Pedro Bial. Em publicação no Instagram, a jornalista e escritora contou que foi vítima de um assalto enquanto caminhava por uma rua residencial no bairro da Lapa, no Rio de Janeiro.
“Hoje foi comigo. Essa imagem sem som que vemos repetidamente no feed: uma câmera de segurança, um motoqueiro de capacete e mochila de entregas, uma arma, alguém sendo assaltado na rua”, escreveu ela, ao iniciar o desabafo. Em seguida, revelou a gravidade da situação: “Agora esse alguém era eu. Com minha caçula colada em mim. E com som, que não sai da minha cabeça”.
Maria fez questão de ressaltar que não estava distraída ou em situação de risco aparente. Segundo ela, o assalto aconteceu após estacionar o carro em uma rua tranquila e caminhar cerca de 20 metros até o destino. “Não estava com celular na mão. Não estava ‘dando bobeira’ num ‘lugar perigoso’. Estacionei o carro em uma rua residencial, fofa, de casinhas geminadas”, relatou.
Apesar do susto, Maria afirmou que ela e a filha estão bem e refletiu sobre a fragilidade da vida. “Estamos bem, têm coisas muito piores, o pesadelo poderia ser outro. Mas a vida é mesmo um sopro. Um movimento errado e o desfecho poderia ser outro, como já foi com tanta gente”, escreveu.
Leia o relato na íntegra:
“Hoje foi comigo. Essa imagem sem som que vemos repetidamente no feed: uma câmera de segurança, um motoqueiro de capacete e mochila de entregas, uma arma, alguém sendo assaltado na rua.
Agora esse alguém era eu. Com minha caçula colada em mim. E com som, que não sai da minha cabeça.
Não estava com celular na mão. Não estava “dando bobeira” num “lugar perigoso”. Estacionei o carro em uma rua residencial (fofa, de casinhas geminadas, na Lapa) e estava andando 20m até a casa para onde íamos.
“Não se mexe, entrega tudo, cadê o iPhone?” “Tá na bolsa. Eu tô com uma criança, fica calmo, pode levar tudo” “Mamãe, por que você tá tirando sua aliança?” “Qual a senha do iPhone? A senha do iPhone!” Eu dizia a senha, mas, nervoso, ele errava as teclas. “Repete! A senha!!” “Eu abro o celular pra você!” “A senha!! Você é polícia?!” Ele passou a mão na minha cintura pra ver se eu tava armada. Repeti a senha. Finalmente abriu. Ele revirou a bolsa, pegou meus cartões e saiu.
“Mamãe, o que aconteceu?”
Dora não viu a arma, não entendeu o que tava acontecendo por um motivo óbvio: ela sequer sabe que isso acontece.
Entramos na casa, fomos acolhidas por muitos amigos. Entreguei Dora pro Pedro, que estava lá, e desabei longe dela. Só ali, pelas conversas, caras e perguntas, ela sentiu o baque. Chorou, ficou com medo, “quero ir pra casa, mamãe”. Chegou polícia, depoimento. Horas de telefonemas cancelando tudo.
Dora passou o dia falando sobre isso, processando, perguntando, querendo entender o que foi aquilo, quem era aquele cara, por que ele queria o telefone, a senha, a aliança, por que isso acontece.
São 4h da manhã, não consigo dormir. Minha cabeça é um replay sem fim de áudios e imagens de uma situação que ninguém deveria passar na vida. Nem eu, nem a Dora, nem aquele cara.
Estamos bem, têm coisas muito piores, o pesadelo poderia ser outro. Mas a vida é mesmo um sopro. Um movimento errado e o desfecho poderia ser outro, como já foi com tanta gente.
Passamos as férias dedicados a mostrar para nossas filhas o Brasil mais sensacional que há. Hoje, o pior do Brasil nos atropelou.
A todos os amigos que nos receberam, obrigada.
Em frente. Estamos vivas.”
Veja o vídeo!



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