A Venezuela vive uma de suas maiores tragédias naturais das últimas décadas. O número de mortos após os dois fortes terremotos que atingiram o país subiu para 164, segundo informou nesta quinta-feira (25) a presidente venezuelana, Delcy Rodríguez. O total de feridos também aumentou e já chega a 971 pessoas.
As autoridades alertam que os números ainda podem crescer, já que equipes de resgate seguem trabalhando intensamente na busca por sobreviventes sob os escombros. Mais de 500 equipes de emergência estão mobilizadas em diversas regiões do país.
Os tremores, de magnitudes 7,5 e 7,2, ocorreram em um intervalo inferior a um minuto e provocaram o desabamento de inúmeros edifícios. Considerado o pior desastre sísmico registrado na Venezuela nos últimos 100 anos, o episódio tem mobilizado uma grande operação de resgate.
Apesar de inicialmente terem sido confirmadas 32 mortes, a atualização oficial elevou significativamente o número de vítimas fatais. O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) estima que o total de mortos ainda possa variar entre 10 mil e 100 mil, diante da magnitude da destruição.
Diversos líderes mundiais manifestaram solidariedade ao povo venezuelano e colocaram seus países à disposição para enviar ajuda humanitária, medicamentos e equipes especializadas em resgate. Entre as nações que ofereceram apoio estão Brasil, Estados Unidos, Turquia, México e Portugal.
Os abalos também foram sentidos em cidades do Norte do Brasil. Já o Aeroporto Internacional Simón Bolívar, principal terminal aéreo venezuelano, teve suas operações suspensas após sofrer danos estruturais provocados pelos terremotos.
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