Ícone da televisão brasileira e Miss Brasil 1969, Vera Fischer, aos 73 anos, vive um novo momento em sua trajetória artística e pessoal. Em cartaz com a peça O Casal Mais Sexy da América, a atriz tem encontrado no teatro um espaço de reinvenção e conexão profunda com o público. Em entrevista à revista Quem, ela falou sobre autoestima, maturidade, beleza natural, liberdade e a relação com a indústria do entretenimento.
A atriz, que não atua em novelas desde Espelho da Vida (2018), revelou que tem optado por se dedicar ao teatro e ao cinema, deixando para trás a rotina das produções televisivas. “Novela, hoje em dia, é só para quem não fez ou para quem gosta muito. Fiz muito, gostei muito, fiz coisas maravilhosas, mas neste momento estou mais ligada ao teatro e ao cinema.”
Com 34 trabalhos na televisão, Vera também comentou sobre o etarismo nas produções audiovisuais: “Antigamente, uma Helena tinha 50 anos e era uma mãe. Hoje, é uma avó e a mãe tem 20. Tudo mudou muito. Temos que ter a cara que temos, da nossa idade, nada de querer ter 30 anos. Quero parecer ter 73 mesmo. Na peça, falamos muito sobre etarismo. São atores que faziam sucesso jovens e, com 70, o cenário é outro.”
Vera também abordou sua visão sobre beleza e envelhecimento. Firme em sua decisão de não recorrer a procedimentos estéticos, ela valoriza o cuidado diário e a autenticidade.
Não tem condição de fazer procedimentos estéticos, a minha cara é essa. Me olho no espelho e se ficar diferente vou enlouquecer, não se faz isso. Cada um sabe de si e, quando puder melhorar um pouco, ótimo. Mas mexer muito, não. Preenchimento nunca, porque tenho uma cara enorme”, afirmou com bom humor.
Ela atribui a manutenção da boa aparência a uma combinação de genética, cuidados com a pele e fisioterapia — necessária por conta de lesões nos joelhos causadas por quedas no palco. Mas acredita que sua beleza é percebida para além do físico.
Os fãs veem uma beleza interior também. Sou gostosa, sou generosa, sou simpática, adoro as pessoas, os fãs. E eles têm uma gratidão. Me tratam muito bem.”
Solteira desde 2004, Vera celebra a liberdade de viver sozinha e sem amarras. “Se tiver uma cantada é muito”, brincou. “Estou feliz sozinha. Nunca me senti tão bem. Eu e meus dois gatinhos que adotei. É uma grande liberdade estar sozinha, ter seus horários, fazer o que quiser, não depender do outro, não dar satisfação.”


