O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não irá acompanhar presencialmente o julgamento da ação penal que tramita contra ele na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). A informação foi confirmada nesta terça-feira (2) por seu advogado, Celso Vilardi, que alegou questões de saúde.
“O presidente não virá. Ele não tá bem. Saúde. Aí, tem que falar com os médicos. Não vem”, disse Vilardi ao chegar ao Supremo, onde participa da primeira sessão de julgamento. Segundo ele, Bolsonaro chegou a manifestar interesse em comparecer às sessões, mas desistiu diante da recomendação médica.
Além de Vilardi, também chegaram ao STF os advogados dos demais réus no processo: Mauro Cid, Alexandre Ramagem, Almir Garnier, Augusto Heleno, Anderson Torres e Paulo Sérgio Nogueira.
Por volta das 8h55, o ex-ministro da Justiça Paulo Sérgio Nogueira, também réu, chegou ao tribunal utilizando uma tipoia no braço após cirurgia no ombro. Ele demonstrou confiança na Justiça: “Tranquilo, graças a Deus, tudo bem, por enquanto, quietinho, para assistir. Estou otimista. A gente acredita na Justiça e nas provas apresentadas nas nossas alegações finais”, declarou.
Julgamento no STF
A Primeira Turma do STF começou nesta terça-feira (2) o julgamento da ação penal contra Bolsonaro e outros sete acusados de participação na tentativa de golpe de Estado que culminou nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.
A denúncia foi apresentada em fevereiro deste ano pela Procuradoria-Geral da República (PGR), com base em investigações da Polícia Federal reunidas em um relatório entregue no fim de 2024.
Ao todo, 34 pessoas foram denunciadas, divididas em cinco acusações diferentes. A Corte já abriu processos penais contra 31 delas. Nesta fase, está em análise a ação que envolve Bolsonaro e outros sete acusados, apontados pela PGR como integrantes do “núcleo crucial da organização criminosa”.
Durante a fase de interrogatório, realizada em junho, os réus negaram envolvimento em qualquer tentativa golpista ou intenção de impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Eles afirmaram que não houve movimentação concreta para um golpe e classificaram a denúncia como injusta.


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