O ator Marcos Oliveira, de 69 anos, conhecido por interpretar o Beiçola em A Grande Família, virou alvo de críticas nas redes sociais após comentar como tem sido sua experiência no Retiro dos Artistas, onde vive atualmente.
O artista passou a morar na instituição — que acolhe profissionais da arte idosos — após enfrentar dificuldades financeiras. A casa onde reside foi construída com a ajuda da atriz Marieta Severo.
Em entrevista à Veja, Marcos afirmou que, apesar de considerar o local bom, enfrenta dificuldades de adaptação, especialmente na convivência com outros moradores. “Viver aqui é ótimo, só que tem que se adaptar, porque aqui não tem uma conduta geral para conviver”, disse. Ele também criticou o comportamento de colegas durante as refeições, classificando como “mal educado” e mencionando gritos frequentes.
O ator ainda destacou que prefere se manter mais reservado e reclamou da falta de conexões mais profundas entre os residentes. “Eles só falam sobre o passado e eu não estou no passado”, afirmou.
Outro ponto levantado por Marcos foi a ausência de privacidade, inclusive em relação à vida íntima. Segundo ele, existe um tabu sobre sexualidade na terceira idade dentro do ambiente. “Velho não é para sentir prazer, não é para ter relação”, declarou, criticando a falta de abertura para o tema.
Repercussão negativa
As falas rapidamente repercutiram nas redes sociais e geraram críticas de internautas, que acusaram o ator de ingratidão, lembrando inclusive de ajudas financeiras que ele recebeu anteriormente e do apoio de colegas de profissão.
Retiro dos Artistas se pronuncia
Diante da repercussão, o Retiro dos Artistas divulgou uma nota oficial reforçando sua missão de acolher artistas com dignidade, respeito e qualidade de vida há mais de 100 anos.
A instituição destacou que as declarações de Marcos foram “infelizes” e não refletem a realidade da maioria dos residentes. Ainda assim, reconheceu que nem todos se sentem confortáveis em situações de vulnerabilidade.
“O Retiro convive com diferentes histórias e personalidades, o que exige diálogo constante para manter um ambiente de harmonia”, afirmou o comunicado, que também ressaltou que os moradores têm liberdade para entrar e sair quando desejarem.
Por fim, a organização reforçou seu compromisso com o acolhimento e criticou julgamentos precipitados, especialmente quando envolvem pessoas em situação de vulnerabilidade.



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