A jornalista e ativista norte-americana Gloria Steinem, um dos maiores nomes do movimento feminista nos Estados Unidos, morreu aos 92 anos em Nova York. A morte foi anunciada nesta quinta-feira (3) pela fundação que leva seu nome.
Segundo a organização, Steinem morreu pacificamente em sua casa na quarta-feira (2), cercada por pessoas próximas. A causa da morte não foi divulgada.
Ontem, Gloria Steinem faleceu pacificamente em sua casa na cidade de Nova York, cercada por algumas das muitas pessoas que a amavam. O quase um século de vida de Gloria foi bem vivido, e ela continuou trabalhando pela igualdade até o fim”, informou a fundação.
Ao longo de mais de cinco décadas de atuação, Steinem se tornou uma das principais vozes na defesa dos direitos das mulheres. Ela lutou por direitos reprodutivos, maior participação feminina na política e igualdade de gênero.
Steinem também foi fundadora da Ms., revista criada na década de 1970 e dedicada à cobertura de temas relacionados ao feminismo, com produção majoritariamente feita por mulheres.
A jornalista ganhou projeção no fim dos anos 1960, durante a chamada segunda onda do feminismo nos Estados Unidos. Desde então, participou da criação de organizações e iniciativas voltadas à defesa dos direitos das mulheres e à ampliação da presença feminina na vida política.
Na vida pessoal, Steinem decidiu não ter filhos. Aos 66 anos, casou-se com o empresário e ambientalista sul-africano David Bale, pai do ator Christian Bale. O casamento durou até a morte de David, em 2003.


