Sandra Bertini e Drica Moraes com o calunga de ouro - Foto: Felipe Souto Maior
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Drica Moraes recebe o troféu Calunga de Ouro no Cine PE

A penúltima noite do festival foi marcada por fortes críticas ao governo

Mais um dia do Cine PE terminou em grande sucesso e com críticas ao governo. Na noite deste sábado (03), a penúltima do festival, não houve um representante de um filme que não tenha criticado o desejo de Jair Bolsonaro de extinguir a Agência Nacional do Cinema (Ancine). Ovacionados pela plateia, Drica Moraes e Renato Góes fizeram os discursos de destaque da noite. Por mais uma noite, o público lotou o Cinema São Luiz.

Drica Moraes, a homenageada deste ano, recebeu o troféu Calunga de Ouro, maior honraria do Cine PE. Em seu discurso de agradecimento, a atriz fez duras críticas ao cenário político atual. “Pra finalizar, não dá pra gente não falar do Brasil, porque a gente sabe que vivemos tempos horrorosos. O governo trabalha incessantemente no incentivo de descredibilizar e demonizar qualquer atividade ligada à cultura e arte, de modo geral, mas nós também podemos dizer que iremos continuar a fazer os nossos filmes”, disparou. Drica foi largamente aplaudida pelo público.

Drica Moraes e o filho Mateus – Foto: Felipe Souto Maior
Mateus e Drica Moraes com o Calunga de Ouro – Foto: Felipe Souto Maior
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Renato Góes, presente para o lançamento de seu novo filme, “O Corpo é Nosso!”, de Theresa Jessouroun, também fez uma crítica ferrenha à política atual. “Eu quero agradecer ao festival, porque qualquer iniciativa de cultura, hoje, é resistência! Eu espero que a gente não desista, que a gente não perca a força e a vontade. Não vamos confundir educação, religião e cultura com política”, disse ele. Góes esteve acompanhado da noiva Thaila Ayala durante a noite de sábado. O ator, que é pernambucano, já recebeu o Calunga de Melhor Ator Coadjuvante em 2016 pelo seu papel em “Por Trás do Céu”, de Caio Sóh. Após seu discurso, Renato Góes foi muito ovacionado pela plateia.

Equipe de “O Corpo é Nosso” – Foto: Felipe Souto Maior
Luciana Rodrigues, Theresa Jessouron e Renato Góes – Foto: Felipe Souto Maior
Thaila Ayala – Foto: Felipe Souto Maior

Guilherme Folly, diretor do documentário em curta-metragem “Pogrom” também arrancou aplausos do público. “Meu filme tenta analisar os últimos acontecimentos do país, principalmente os de 2018, as eleições presidenciais, para tentar entender o que faz a sociedade civil brasileira e seus políticos reverberarem discursos autoritários, fascistas e tão desumanos”, explicou o cineasta. “Pogrom” foi o último curta exibido durante a 23ª edição do Cine PE, que anuncia na noite deste domingo (4) os vencedores em todas as categorias.

Paula Sued, Rafael Moura, Marcelo Farias e Guilherme Folly, representantes dos curtas Trip & Treasure e Pogrom e do longa Teoria do Ímpetro – Foto: Felipe Souto Maior

O festival Cine PE termina neste domingo (04), com a cerimônia de premiação. O evento começa às 19h30, no Cinema São Luiz. As entradas são gratuitas.