O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes foi incluído na lista de sanções do governo dos Estados Unidos por meio da Lei Magnitsky — um instrumento jurídico que permite aos EUA punir cidadãos estrangeiros acusados de corrupção em larga escala ou violações graves de direitos humanos.
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A medida tem repercussões diplomáticas significativas, já que afeta diretamente a imagem internacional de uma autoridade do Judiciário brasileiro.
A Lei Magnitsky foi criada em 2012 em homenagem ao advogado russo Sergei Magnitsky, que morreu na prisão após denunciar um esquema de corrupção envolvendo autoridades russas. Sancionada pelo então presidente Barack Obama, a legislação inicialmente visava punir indivíduos ligados à morte do advogado.
Contudo, em 2016, o Congresso americano ampliou o escopo da lei, permitindo que ela fosse aplicada a qualquer autoridade estrangeira envolvida em corrupção ou violações sistemáticas de direitos humanos. Desde então, dezenas de pessoas de diferentes países já foram alvo de sanções semelhantes.
Ainda não foram divulgados todos os detalhes específicos que embasaram a aplicação da lei a Moraes.
A inclusão do ministro na lista de sanções significa que ele pode ter restrições financeiras e de deslocamento nos Estados Unidos, além de sinalizar um posicionamento firme do governo norte-americano em relação a ações que considera incompatíveis com os princípios democráticos internacionais.



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