Morreu na madrugada deste domingo (20), aos 93 anos, o ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marin. O ex-dirigente estava em casa, em São Paulo, quando passou mal e foi levado ao Hospital Sírio-Libanês. Ele não resistiu e teve o óbito confirmado às 3h30 da manhã.
Marin já apresentava saúde bastante fragilizada. Em 2023, sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) e, desde então, vivia sob cuidados médicos constantes. Nos últimos anos, levava uma vida reclusa na capital paulista. O velório acontece neste domingo, entre 13h e 16h, na Funeral Home, no bairro da Bela Vista, em São Paulo.
Trajetória marcada por polêmicas
José Maria Marin presidiu a CBF entre março de 2012 e abril de 2015. Sua gestão, entretanto, ficou marcada por controvérsias. Em 2015, foi preso na Suíça, a pedido do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, no escândalo que ficou conhecido como Fifagate, investigação que revelou um esquema de corrupção no futebol internacional.
Após meses detido na Suíça, Marin foi extraditado para os EUA, onde foi julgado e condenado à prisão. Em 2020, obteve liberdade em razão do estado de saúde debilitado e retornou ao Brasil.
Nota da CBF
“A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) lamenta o falecimento de José Maria Marín, ocorrido na madrugada deste domingo (20), em São Paulo, aos 93 anos. Ele estava internado no hospital Sírio-Libanês e será velado nesta tarde, na capital paulista.
Nascido em 6 de maio de 1932, José Maria Marín foi presidente da CBF entre 12 de março de 2012 e 16 de abril de 2015.
Antes de assumir a presidência da entidade, o paulistano construiu carreira na política paulista, tendo sido vereador e deputado estadual nas décadas de 1960 e 70. Foi vice-governador de São Paulo de 1979 a 1982 e governador entre 1982 e 1983. De 1982 a 1988, foi o mandatário da Federação Paulista de Futebol e chefiou a delegação da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1986, no México”.


